Polícia Civil conclui inquérito e culpa motoristas por acidente com 23 mortes no Paraná

Foto: PRF

A Polícia Civil do Paraná concluiu nesta quarta-feira (7) as investigações sobre a colisão frontal que deixou 23 mortos na BR-373, entre Imbituva e Ipiranga. A tragédia ocorreu na madrugada de 19 de agosto, envolvendo um caminhão e um micro-ônibus da Secretaria de Saúde.

✅Entre em nosso grupo do WhatsApp. Clique aqui!

Segundo a delegada Ingrid Priotto, o inquérito apontou que a batida foi provocada por uma combinação de fatores e responsabilizou ambos os motoristas. Como os dois condutores faleceram no local, ninguém será responsabilizado criminalmente pela Justiça.

Detalhes apontados pela investigação

A investigação reuniu um vasto acervo de provas periciais para determinar as causas da colisão. Confira as principais falhas identificadas que levaram ao trágico acidente:

  • Velocidade do caminhão: O veículo de carga trafegava a 80 km/h em um trecho onde o limite máximo permitido era de 60 km/h.
  • Falta de manutenção: A perícia identificou grande desgaste no sistema de freios do caminhão, o que reduziu drasticamente a eficiência da frenagem.
  • Uso de celular: O caminhoneiro conectou-se ao WhatsApp minutos antes da batida, indicando distração ao invadir a pista contrária.
  • Velocidade do micro-ônibus: O cronotacógrafo digital revelou que o veículo de transporte de pacientes estava a 101 km/h no momento do impacto frontal.

O inquérito também revelou que o ônibus da saúde havia saído de Imbituva com 20 minutos de atraso. Um passageiro sobrevivente relatou em depoimento que o condutor dirigia de forma muito apressada, corroborando os dados técnicos extraídos do veículo.

Indenizações e vítimas da tragédia

O acidente vitimou o caminhoneiro e 22 ocupantes do micro-ônibus, deixando apenas cinco sobreviventes. Apesar da impossibilidade de punição na esfera penal, as provas coletadas pela Polícia Civil servirão para instruir processos judiciais.

A delegada explicou que as famílias poderão utilizar as conclusões documentadas para buscar reparações e indenizações na esfera cível. O acidente segue classificado pela Polícia Rodoviária Federal como o mais grave registrado no Paraná desde 2021.

✅Entre em nosso grupo do WhatsApp. Clique aqui!