Os moradores de Ortigueira notaram recentemente um aumento na presença de pequenos insetos voadores que costumam andar sempre em duplas. Conhecidos popularmente como “bichos-do-amor” ou “moscas-de-março”, esses animais pertencem à família das moscas e não representam nenhum risco para a população local.
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Apesar de se assemelharem a pequenos besouros para os mais desatentos, essas moscas não picam, não mordem e não transmitem doenças aos seres humanos. O nome carinhoso foi dado devido ao seu comportamento reprodutivo peculiar: após o acasalamento, os adultos passam a sua curta vida acoplados pelas extremidades dos abdómenes para garantir a fertilização dos ovos.
Papel ecológico e atração fatal pelas estradas
O desenvolvimento destes insetos ocorre longe da vista, com as fêmeas depositando centenas de ovos em áreas ricas em umidade. Na fase larval, eles são muito úteis ao ecossistema, alimentando-se de plantas em decomposição e ajudando na reciclagem de nutrientes. Na fase adulta, sugam néctar de flores, atuando como pequenos polinizadores.

/Norman C. Leppla
Uma das características mais curiosas do bicho-do-amor é a sua paixão perigosa pelos automóveis. As pesquisas indicam que os gases de escape dos motores imitam o odor da matéria orgânica em decomposição, atraindo as fêmeas para as rodovias.
- Como voam em baixas altitudes, colidem frequentemente contra para-brisas e capôs dos veículos nas estradas.
- Os fluidos corporais dos bichos-do-amor são ligeiramente ácidos e podem manchar a pintura dos carros.
- A orientação para os motoristas é lavar o veículo rapidamente para evitar que a acidez, em combinação com o sol, danifique o verniz da lataria.
Apesar de serem um leve incômodo para os motoristas que trafegam pelas rodovias da região, a presença desses insetos na cidade é apenas um espetáculo natural passageiro e sem riscos.
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