Caminhoneiros ameaçam greve nacional pela aprovação da medida provisória do frete

Imagem: Anderson Coelho - 02.nov.2022/AFP

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) convocou uma paralisação nacional de caminhoneiros a partir desta segunda-feira (13). A mobilização da categoria busca pressionar o Senado Federal a votar a legislação que regulamenta o setor.

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A Medida Provisória do Piso do Frete perde a validade no próximo dia 16 de julho caso não seja votada no plenário. O governo federal monitora a ameaça de greve e promete agir para garantir a aprovação do texto, tentando evitar uma grave crise de abastecimento.

Origem e regras do piso do frete

A medida provisória foi assinada pelo governo federal em março para tentar conter a insatisfação dos caminhoneiros com a alta do diesel, agravada pela guerra no Oriente Médio. O texto atual endurece as regras de fiscalização da agência reguladora nas rodovias.

A categoria avalia que a aprovação definitiva da regra é essencial para ampliar os mecanismos de punição para as empresas que descumprirem a tabela. Sem essa proteção legal, os motoristas independentes e os donos de veículos menores correm risco de prejuízo.

Impasse político no Senado

A Câmara dos Deputados já aprovou a medida, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não incluiu a proposta na pauta de votações. A liderança dos caminhoneiros atribui a demora a uma disputa política direta envolvendo indicações ao Supremo Tribunal Federal.

A entidade sindical estima que cerca de 60% da categoria apoie o movimento de paralisação nas rodovias. Os representantes alertam que os bloqueios podem atingir portos em todo o país caso o Senado não dê uma sinalização positiva de votação até a terça-feira.

O tempo para a resolução do cenário é extremamente curto e a classe de transportadores mantém o estado de alerta. Os motoristas condicionam o encerramento do movimento à votação imediata da proposta pelos senadores.

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