Ciclones, tornados ou furacões: Simepar explica a diferença entre os fenômenos

A passagem recente de três tornados pelo Paraná, que deixou rastros de destruição em 11 municípios, levantou dúvidas na população sobre a natureza desses eventos climáticos. Para esclarecer a situação, a equipe de meteorologia do Simepar explicou de forma técnica e didática as diferenças entre tornados, ciclones e furacões.

✅Entre em nosso grupo do WhatsApp. Clique aqui!

A principal distinção entre eles está no tamanho e no tempo de duração. Os ciclones são sistemas atmosféricos imensos, com ventos que giram em espiral e podem cobrir a área de um estado inteiro. Eles costumam durar vários dias e estão frequentemente associados a frentes frias que trazem chuva para grandes regiões.

Furacões e a realidade brasileira

Os furacões são, na verdade, ciclones tropicais intensos. Eles se formam sobre águas quentes e possuem um centro bem definido. No entanto, são extremamente raros no Atlântico Sul devido às temperaturas mais baixas do nosso oceano. O único registro oficial na história foi o Furacão Catarina, em 2004.

A força destrutiva dos tornados

Diferente dos gigantescos ciclones, os tornados são fenômenos compactos e rápidos. Eles se originam de tempestades severas e tocam o solo por poucos minutos. Apesar da curta duração e da área restrita, seus ventos podem ser mais fortes que os de um furacão, causando destruição total por onde passam.

O Paraná é uma região propícia para tornados devido à geografia. A Cordilheira dos Andes desvia a umidade da Amazônia para o Sul do Brasil. Quando esse ar quente e úmido encontra frentes frias, cria-se o cenário perfeito para a formação das supercélulas que geram esses funis.

✅Entre em nosso grupo do WhatsApp. Clique aqui!