Cientista brasileira perde patentes de substância promissora contra paralisia por falta de verbas públicas

Foto: Wikimedia Commons

A cientista brasileira Tatiana Sampaio revelou a perda das patentes internacionais da sua pesquisa com a polilaminina. A substância tem mostrado resultados promissores na recuperação de movimentos após lesões na medula espinhal. As patentes garantem os direitos do inventor, mas exigem o pagamento de taxas de manutenção em escritórios no exterior.

Imagem: Bruno Drummond de Freitas internado após sofrer acidente que poderia deixá-lo tetraplégico (Arquivo pessoal)
Imagem: Bruno Drummond de Freitas levantando halteres no processo de recuperação (Print de vídeo de arquivo pessoal)

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Devido a cortes de verbas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), não houve dinheiro para manter esses pagamentos internacionais. Sem os recursos públicos, a pesquisadora precisou usar dinheiro do próprio bolso por um ano para não perder o registro no Brasil. Atualmente, a patente nacional possui apenas mais dois anos de validade.

Divergência nas datas dos cortes

Em entrevista recente ao canal TV 247, a perda dos recursos foi atribuída aos anos de 2015 e 2016, no governo Temer. Porém, os registros oficiais mostram que o abandono das patentes nos Estados Unidos, na Europa e no âmbito mundial ocorreu por falta de pagamento entre os anos de 2011 e 2014, durante a gestão de Dilma Rousseff.

Para não paralisar o estudo, Tatiana formou uma parceria com uma empresa privada. A divulgação da polilaminina gerou grande pressão de famílias em busca de cura, causando forte desgaste emocional na cientista de 59 anos. Apesar das dificuldades, a pesquisa avança e a Anvisa já autorizou o início dos primeiros testes clínicos em humanos.

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