Um forte relato feito nas redes sociais pela policial militar Cabo Oliveira Bueno expôs a gravidade de crimes cometidos contra menores em Ortigueira. Em um desabafo incisivo, a policial detalhou duas ocorrências chocantes recentes que acendem o alerta de toda a sociedade para a vulnerabilidade infantil no município.
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No caso mais recente, uma menina de apenas dez anos foi vítima de aliciamento e abusos cometidos pelo próprio avô enquanto passava a noite na casa dele. A prisão e as providências contra o agressor só foram possíveis porque a avó da criança se posicionou contra o marido, protegeu a neta e procurou as autoridades.
Violência extrema e o silêncio das vítimas
Na semana anterior, outro crime brutal causou revolta. Uma criança de oito anos sofreu agressões físicas extremas, com a introdução de um cabo de vassoura. A investigação apura se a violência foi cometida pelo padrasto ou por um vizinho, em um ambiente familiar negligente marcado pelo uso de drogas por parte da mãe da vítima. A policial usou seu espaço para alertar as famílias a pararem de deixar seus filhos posarem na casa de terceiros, mesmo que sejam parentes.
O abuso e a exploração sexual são formas silenciosas e cruéis de violência. Geralmente, são praticados por pessoas queridas, da confiança da vítima, ou por conhecidos, o que torna o problema ainda mais complexo e velado. A grande maioria dos casos nem chega a ser denunciada ou leva anos até que seja desvendada, pois em apenas 30% das ocorrências há evidências físicas. A vítima carrega o segredo sofrendo de forma reiterada, o que gera efeitos devastadores como medo, mudanças comportamentais, baixa autoestima e dificuldades de estabelecer vínculos afetivos.
A rede de proteção e os canais de apoio
No Brasil, o serviço federal Disque 100 recebe, encaminha e monitora esse tipo de denúncia, tendo registrado mais de 57 mil relatos de violações de direitos apenas no ano de 2025. O silêncio é o maior aliado do agressor. Em Ortigueira, além do Disque 100, as denúncias podem ser feitas diretamente de forma anônima e segura para a Polícia Civil do Paraná (PCPR) pelo telefone (42) 3277-1323.
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