O Ministério Público do Paraná deflagrou a segunda fase da Operação Chão de Giz na manhã desta terça-feira. A ação cumpre 41 mandados de busca e apreensão em cinco municípios para investigar um esquema de corrupção em contratos de asfalto.
✅Entre em nosso grupo do WhatsApp. Clique aqui!
A operação é conduzida pela Subprocuradoria-Geral de Justiça em conjunto com o Gaeco e o Gepatria de Guarapuava. O grupo apura o direcionamento e favorecimento de empresas fornecedoras de massa asfáltica em licitações públicas.








Como funcionava o esquema e origem das ordens judiciais
As investigações apontam que agentes públicos direcionavam os processos licitatórios para favorecer as empresas investigadas. Em troca desse favorecimento, os empresários pagavam propinas correspondentes a um percentual que chegava a 10% do valor contratado.
O Tribunal de Justiça do Paraná expediu três ordens judiciais devido à existência de investigados com foro privilegiado. As demais autorizações para buscas partiram de juízos de primeira instância vinculados às comarcas de Ortigueira e Palmital.
Alvos da operação e desdobramentos da primeira fase
Os mandados ocorrem em Grandes Rios, com dois ex-prefeitos investigados, e Mauá da Serra, que soma seis mandados e um ex-prefeito. Em Rio Branco do Ivaí, há 11 ordens envolvendo o atual prefeito, enquanto Laranjal possui um secretário municipal entre os alvos.
Em Ortigueira, as equipes cumprem dez mandados de busca, incluindo um direcionado ao presidente da Câmara Municipal. O Ministério Público busca desarticular as ramificações da organização criminosa que atuava no fornecimento de asfalto em dezenas de municípios paranaenses.
A primeira fase ocorreu em 2022 e investigou crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro em Cândido de Abreu e Cidade Gaúcha. Os envolvidos daquela etapa respondem por improbidade administrativa desde 2024 e foram denunciados criminalmente em 2025 pelos desvios.
✅Entre em nosso grupo do WhatsApp. Clique aqui!




